Grupo de Reparação Cerebral

Group Leader Liliana Inácio Bernardino

As doenças neurológicas constituem um dos maiores desafios da medicina contemporânea. Entre estas patologias, destacam-se a doença de Parkinson e o acidente vascular cerebral (AVC), que continuam sem dispor de terapias eficazes capazes de travar a progressão da doença ou restaurar, de forma significativa, as funções perdidas.

Neste contexto, as células estaminais neurais assumem um papel central, graças à sua capacidade de responder a lesões cerebrais, originando novos neurónios e células gliais, e contribuindo assim para a substituição de células danificadas ou em degeneração associadas a estas patologias. Para além das doenças neurodegenerativas, sabe-se que também na depressão a atividade estaminal se encontra diminuída, e que a sua estimulação pode constituir uma estratégia de neuroplasticidade promissora para o desenvolvimento de novas terapias.

Compreender os mecanismos que regulam a diferenciação, maturação e sobrevivência das células estaminais neurais é, por isso, essencial para delinear abordagens inovadoras dirigidas à reparação e à neuroplasticidade cerebral.

Entre os principais eixos de investigação do nosso grupo destacam-se:

  • Identificação de novos alvos terapêuticos (farmacológicos e não farmacológicos), capazes de potenciar de forma eficiente a diferenciação, maturação e integração funcional das células estaminais neurais endógenas, promovendo a neuroplasticidade e a recuperação funcional em modelos experimentais de doença de Parkinson, AVC e depressão.

  • Aplicação de novas plataformas biotecnológicas, incluindo sistemas de entrega de fármacos e ferramentas de modulação da atividade celular, orientadas para potenciar a função das células estaminais neurais, induzir diferenciação, promover neuroprotecção e modular a neuroinflamação.